50 Elevações

Programa de 50 Elevações

Abaixo das 4 elevações

Cuidado!! Este treino consiste num abaixamento!

Se no teste fizeste 0-5 elevações, o treino mais efectivo e fortalecedor para ti será o treino de abaixamento. É este treino que irá ajudar-te a desenvolver rapidamente os músculos de forma a poderes construir a tua força e a tua resistância mais rápido e poderes bater o teu recorde.

Usa bandas elásticas de assistência

Usar as bandas será muito útil sobretudo quando não consegues fazer uma única elevação ou fazes apenas uma ou duas a custo. Em geral, é a melhor escolha para quem só consegue fazer algumas elevações.

Quando usas as bandas, elas assumem uma parte do teu peso e tornam mais fácil fazeres várias séries de repetições, e é precisamente esse tipo de séries que tens de fazer para aumentares a tua força de forma efectiva e desenvolveres os músculos.

Podes facilmente arranjar um conjunto completo destas bandas na Amazon ou noutro sítio.

Como treinar com as bandas

Escolhe uma banda com a qual consigas fazer 5-10 elevações seguidas no teste e segue o programa durante algum tempo com essa banda. Quando chegares às 20 elevações com a banda, deixa de a usar ou escolhe uma mais fraca.

Continua assim até deixares de precisar de banda.

Em alternativa, usa o treino de abaixamento

Se não quiseres usar bandas, podes em alternativa usar o treino de abaixamento apresentado abaixo. Ele irá desenvolver os teus músculos e aumentar a tua resistência e a tua força.

O treino de abaixamento será mais efectivo, porque irá criar um aumento de força e resistência mais rápido do que um eventual treino de elevações com séries curtas. Os abaixamentos são mais fáceis de realizar, por isso os músculos podem estar esforçados durante mais tempo e assim estimula-se mais o seu crescimento.

O treino de abaixamento consiste em:

  1. Em vez de puxares o corpo para cima, colocas-te de pé num banco para que fiques pendurado na barra tal como se tivesses efectuado uma elevação, ou seja com o queixo à altura da barra.
  2. Seguidamente desces do banco e baixas devagar até às mãos esticadas.
  3. Depois sobes novamente ao banco e começas de novo.

O abaixamento deve ser feito devagar. Os efeitos serão melhores, se a partir do momento em que desceres do banco, até ao momento em que as mãos estiverem completamente esticadas, passarem apróx. 3 segundos.

Boa sorte!

Abaixo das 4 elevações
Dia 1
120 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 4
120 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 2 Série 1 5
Série 2 7 Série 2 8
Série 3 5 Série 3 7
Série 4 5 Série 4 7
Série 5 7 Série 5 9
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 2
120 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 5
120 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 3 Série 1 5
Série 2 8 Série 2 10
Série 3 6 Série 3 8
Série 4 6 Série 4 8
Série 5 8 Série 5 10
Pelo menos 1 dia de intervalo Pelo menos 1 dia de intervalo
Dia 3
120 segundos entre as séries (ou mais)
Dia 6
120 segundos entre as séries (ou mais)
Série 1 4 Série 1 6
Série 2 9 Série 2 10
Série 3 6 Série 3 8
Série 4 6 Série 4 8
Série 5 8 Série 5 11
Pelo menos 2 dias de intervalo Pelo menos 2 dias de intervalo
 
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Uma breve história da elevação na barra

A elevação na barra parece atemporal e, de certo modo, é mesmo. Muito antes de alguém contar repetições ou se filmar a concluir uma série, as pessoas já se agarravam a barras, ramos e vigas por cima da cabeça para se içarem. O movimento é quase tão antigo quanto o ombro humano, e o exercício que fazemos hoje é, no fundo, apenas uma versão mais organizada de algo que os nossos antepassados faziam para trepar, lutar e sobreviver.

Atletas e soldados da Grécia antiga treinavam em barras horizontais, puxando o peito em direção à barra de uma forma que pareceria familiar em qualquer ginásio de hoje. Os soldados romanos faziam praticamente o mesmo em vigas de madeira, usando o movimento para desenvolver a força da parte superior do corpo que o seu trabalho exigia. O padrão surge repetidamente em várias culturas: os artistas marciais da Ásia recorriam ao trabalho em barras e travessas para fortalecer os músculos de tração, e o exercício voltava a aparecer sempre que a prontidão física era importante.

A versão que a maioria de nós imagina ganhou forma no século XIX, quando a ginástica transformou a barra horizontal num palco. Os ginastas fizeram da força de tração uma verdadeira arte, e as suas rotinas ajudaram a padronizar os movimentos. Pouco depois, a calistenia surgiu como disciplina formal, e exercícios de peso corporal essenciais como as flexões, os agachamentos e as elevações na barra entraram nas escolas e nos ginásios de treino.

Os militares fizeram o resto. Ao longo do início do século XX e das duas Guerras Mundiais, as forças armadas adotaram a elevação na barra como um teste simples e honesto da força da parte superior do corpo. Nenhuma máquina conseguia disfarçar: ou puxavas o queixo por cima da barra ou não. Essa clareza é uma grande parte da razão pela qual o exercício se manteve nos testes de aptidão física muito depois de as guerras terminarem.

Hoje a elevação na barra está em todo o lado, desde as ombreiras das portas de garagem até aos ginásios de treino funcional, e deu origem a toda uma família de variações, entre elas o chin-up, a pegada larga, o chest-to-bar e a controversa elevação com kipping. O apelo não mudou muito ao longo de dois mil anos. Quase não exige equipamento, trabalha vários grupos musculares ao mesmo tempo, incluindo o grande dorsal, o bíceps e os ombros, e adapta-se a praticamente qualquer pessoa. Os iniciantes podem usar bandas ou uma máquina assistida; os atletas mais fortes podem pendurar peso num cinto. Se estás apenas a começar, estás a adotar um hábito muito antigo.